Chiodini afirmou que o MDB não pode se contentar em ser coadjuvante
Em carta aberta divulgada nesta terça-feira (28), o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, fez duras críticas à atual condução do partido e defendeu que o MDB volte a ter protagonismo na política catarinense. Com tom direto, Chiodini afirmou que o MDB não pode se contentar em ser “coadjuvante” ou “linha auxiliar” de outros grupos políticos.
Ele lembrou que o partido já foi protagonista em Santa Catarina, mas nas últimas eleições majoritárias (2018 e 2022) ficou fora do segundo turno, perdendo espaço na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
O presidente do MDB criticou a postura do partido após ter sido “esnobado” pelo atual governo no início deste ano e alertou para o risco de o MDB se transformar em uma legenda fragmentada, onde interesses individuais se sobrepõem ao coletivo.
“Não é estratégia. Isso é apequenamento. O MDB não nasceu para ser figurante, não nasceu para aceitar migalhas”, escreveu Chiodini. Ele defendeu que o partido respeite as decisões dos diretórios municipais que votaram pela composição com PSD e União Progressista e criticou a construção de um movimento que, segundo ele, tenta empurrar o MDB para uma aliança subordinada baseada em interesses pontuais, como uma possível suplência ao Senado.
Aos 60 anos, o MDB de Santa Catarina vive, segundo Chiodini, um momento decisivo: “Ou o MDB volta a ser grande, ou aceitará, pouco a pouco, a irrelevância”. A carta reforça a disposição do presidente em manter uma postura firme e independente, priorizando o fortalecimento do partido para disputar espaço na majoritária em 2026.

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