A Polícia Civil mantém as investigações sob sigilo
A Polícia Civil de José Boiteux investiga a morte do menino de dois anos e seis meses, ocorrida na última sexta-feira (19) no Hospital Jaraguá com graves indícios de agressões. O caso segue sob sigilo, sem informações oficiais divulgadas sobre o andamento das apurações.
O garoto foi sepultado na noite de sábado (20) em José Boiteux, na terra indígena. A liberação do corpo para o funeral ocorreu apenas no dia seguinte à morte, por volta do meio-dia, sendo então transportado de Jaraguá do Sul para o sepultamento.
Entre as causas apontadas para a morte estão traumatismo crânio encefálico devido à ação contundente e fratura no osso occipital, localizado na parte de trás da cabeça, na base do crânio. Além disso, foram constatados extensos hematomas pelo corpo, principalmente na região do peito e nas costas, que chamaram a atenção das equipes de saúde desde o atendimento inicial.
A gravidade dos ferimentos levou a Polícia Militar a ser acionada logo no primeiro atendimento no Hospital de Ibirama. De lá, o menino foi transferido para Blumenau e, posteriormente, para Jaraguá do Sul, onde exames mais detalhados revelaram um quadro gravíssimo com fratura craniana, lesões cerebrais extensas, crises convulsivas e a necessidade de intubação, sem possibilidade de cirurgia. Alterações no funcionamento do fígado também foram verificadas.
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As explicações da mãe e do padrasto sobre a origem dos ferimentos, de que a criança teria sofrido uma queda acidental no banheiro, foram consideradas inconsistentes pela equipe de saúde. A mãe também mencionou a suspeita de que uma terceira pessoa pudesse ter cometido as agressões.
O menino, de origem nordestina, era natural de São José de Mipibu, no Rio Grande do Norte. A cidade fica na região Metropolitana de Natal. Não há informações sobre o pai biológico, mas a mãe residia com um companheiro (o padrasto) na Aldeia Sede, uma das comunidades da terra indígena Laklãnõ-Xokleng, em José Boiteux.
A Polícia Civil mantém as investigações sob sigilo, motivo pelo qual não foram emitidos comunicados oficiais à imprensa. Geralmente, inquéritos dessa natureza duram cerca de 30 dias, período em que depoimentos são colhidos e laudos periciais são analisados. O caso é considerado complexo e grave, e o desafio agora é para os investigadores desvendarem o que de fato aconteceu.

