Novo delegado estava atuando na Central de Plantão Policial de Jaraguá do Sul
O delegado Henrique Valadão iniciou na terça-feira (1º) os trabalhos à frente da Delegacia da Mulher (DEAM) de Jaraguá do Sul. Desde a saída da delegada Roberta Franco França para a DIC de Joinville, a unidade estava sob responsabilidade do delegado Augusto Brandão, que segue a frente da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa (DPCAI).
Valadão ingressou na Polícia Civil em 2010 e acumula experiência em diferentes cidades de Santa Catarina. Atuou em São Miguel do Oeste, São Domingos, Videira, Chapecó e Concórdia. Em abril deste ano, foi promovido para Jaraguá do Sul e passou a atuar na 2ª Delegacia de Polícia da Comarca.
Com a mudança na estrutura da Central de Plantão Policial, o delegado se voluntariou para assumir a DEAM de Jaraguá do Sul, que estava sem titular desde abril.
Segundo Valadão, um dos principais desafios encontrados neste início de trabalho é o grande volume de inquéritos em andamento.
“Tem na unidade centenas de inquéritos já em andamento. Estamos estudando como é a divisão de serviço, a repartição de atribuições, para tentar dar vazão nesse grande volume de inquéritos que estão em trâmite. Às vezes um inquérito que poderia ser resolvido em poucos meses acaba demorando mais de um ano de tramitação”, explica.
Um dos obstáculos, segundo ele, é a falta de efetivo. “Não temos perspectiva de melhora num cenário relativamente rápido, porque não tem expectativa de concurso ou de nomeação de novos policiais para um período breve”, disse.
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Apesar da limitação de efetivo, Valadão avalia que a DEAM já oferece um atendimento especializado às mulheres que procuram a unidade. Para ele, o acolhimento das vítimas é um dos pontos fundamentais do trabalho.
“O fundamental, nesse ponto, a gente já consegue atender com qualidade, que é o atendimento no sentido de acolhimento das mulheres que procuram a delegacia”, afirmou.
O delegado também destacou que o atendimento especializado começa desde a chegada da vítima à unidade e inclui o registro da ocorrência e os encaminhamentos necessários para a solicitação de medidas protetivas.
A expectativa, segundo Valadão, é otimizar a estrutura existente para tornar mais rápida tanto a investigação quanto a resposta às vítimas.
“Agora é tentar, possivelmente num cenário de médio e longo prazo, aumentar o efetivo, aumentar a força de trabalho, otimizar o que já tem, para que os procedimentos sejam mais rápidos, para que a resposta seja mais rápida”, explicou.
Para o delegado, acelerar a tramitação dos processos também é uma forma de fortalecer a proteção às mulheres.
“Justiça tardia acaba não sendo uma justiça, é quase uma injustiça qualificada”, afirmou.
Valadão também reforçou a importância das vítimas denunciarem situações de violência. As ocorrências podem ser registradas presencialmente na delegacia ou por meio da Delegacia Virtual. Os casos também podem ser atendidos em regime de plantão na Delegacia de Polícia da Comarca.

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