A condenação baseou-se na contribuição para o financiamento coletivo que viabilizou a logística do grupo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), condenou dois empresários de Corupá, figuras conhecidas e ex-presidentes da Associação Empresarial, por envolvimento indireto nos chamados atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
A decisão, proferida no âmbito das investigações sobre financiamento e participação nos eventos nas sedes dos Três Poderes, impôs a cada um deles pena de 12 anos e 6 meses de reclusão + 1 ano e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa (cada dia-multa equivalente a 1/3 do salário mínimo).
Os condenados são Rene Afonso Mahnke e Alcides Hahn. Além deles, no mesmo processo foi condenado o empresário Vilamir Valmor Romanoski, todos acusados de contribuir financeiramente para o deslocamento de um ônibus lotado de manifestantes de Corupá e região a Brasília. Um deles, por exemplo, doou R$ 500 para a “vaquinha” que custeou as despesas do transporte. Nenhum deles esteve em Brasília ou participou diretamente de atos de invasão ou depredação.
A condenação baseou-se na contribuição para o financiamento coletivo que viabilizou a logística do grupo, enquadrada nos crimes investigados no inquérito dos atos antidemocráticos.
Com a decisão transitada em julgado (ou em fase de execução, dependendo do andamento), inicia-se o processo de execução penal. Após a expedição da guia de recolhimento, os condenados serão encaminhados ao Presídio Regional de Jaraguá do Sul, onde cumprirão a pena inicialmente em regime fechado. A sentença segue o padrão aplicado em casos semelhantes de financiadores ou facilitadores dos atos de 8 de janeiro, mesmo para aqueles que não estiveram no local dos eventos, com base na tese de autoria coletiva e contribuição para o intento.
As informações foram divulgadas na noite desta quarta-feira, pelo jornalista Tim Francisco, de Corupá.

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