O número de mortes entre o km 46 e o km 60 da BR-280 em Guaramirim é de oito pessoas só neste ano. Essa triste estatística já supera a do ano passado, quando cinco vidas foram perdidas na rodovia, que divide a cidade. Em toda a extensão da estrada entre São Francisco do Sul e Corupá morreram 12 em 2009. A Polícia Rodoviária Federal diz que o trecho em Guaramirim é um dos mais violentos do Vale do Itapocu. A tragédia mais recente ocorreu na madrugada de ontem, no km 50. Uma Parati com quatro jovens bateu em uma carreta carregada com alimentos congelados. O motorista do carro, Diego Brawucki, 20 anos, morreu. Os três passageiros foram levados para o Hospital São José, em Jaraguá, em não correm risco de morte. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Parati teria invadido a pista contrária e batido no caminhão. O caminhoneiro Ricardo Gustavo Bruch, 29 anos, não ficou ferido. O inspetor da PRF, Adílio Paiano, trabalhou entre 1996 e 2002 no posto da BR-280 em Guaramirim. Agora, coordena o escritório em Joinville, onde atende às ocorrências da região. Segundo ele, a situação da rodovia daquela época e a atual não mudou nada. “Essa realidade só vai melhorar quando os motoristas dirigirem com cuidado”, afirma. O inspetor diz que embora alguns trechos da BR-280 apresentem problemas de infraestrutura, esse não é o principal motivo das mortes. Paiano afirma que a maioria dos acidentes é provocada pela imprudência e falta de atenção. A batida entre a Parati e a carreta aconteceu num trecho em que o asfalto foi recentemente recapeado, mas a sinalização na pista ainda não foi pintada. Mesmo assim, Paiano acredita que é possível evitar riscos. “Se a rodovia apresenta deficiência, o motorista tem a obrigação de dirigir com mais atenção”, orienta. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) começou esta semana a reforçar a pintura neste trecho da rodovia em Guaramirim.